Cada vez mais, as pessoas buscam soluções na tecnologia para deixar a vida mais prática e dinâmica. Seja na comunicação, no transporte, nos afazeres domésticos… Não poderia ser diferente no setor habitacional. Ao invés de priorizar apartamentos maiores, as famílias buscam localização, conforto e praticidade que se adequem à correria do dia-a-dia e façam com que as tarefas diárias deixem de ocupar tanto do seu tempo cada vez mais escasso e precioso.

A nova tendência dos condomínios é o coliving, que nada mais é do que o uso de áreas compartilhadas, como escritórios, lavanderias, cozinhas profissionais, etc. administradas por empresas especializadas no compartilhamento de moradias. Esse estilo de vida, além de econômico e mais sustentável, possibilita que a família compre um apartamento menor, mas ainda desfrute da comodidade de áreas especializadas para determinadas atividades.
Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) concluiu que 89% dos brasileiros que já experimentaram o coliving gostaram da experiência e acham que a economia colaborativa deixa a vida mais prática e funcional. Além disso, 71% dos entrevistados na pesquisa preferem ter menos coisas em casa e fazer uso de áreas comuns para realizar determinadas tarefas, como dar banho em seu animal de estimação na área de petcare.
Apesar de ser relativamente novo, o significado de coliving tem origem em 1972, na Dinamarca. Ele surgiu com o nome de cohousing, um termo similar que define o compartilhamento de habitações. A primeira comunidade de cohousing, chamada Sættedammen, abrigava 35 famílias que tinham moradias individuais, mas compartilhavam espaços de convivência e atividades como refeições e limpeza.
No Brasil, o conceito de coliving começou a chamar atenção por volta de 2013 e é indicado para quem quer ter um estilo de vida mais sustentável, econômico e com mais vivência em comunidade. Atualmente, jovens e nômades digitais têm procurado muito condomínios no estilo coliving, porém famílias e idosos também são um grupo em potencial.
Porém, como nem tudo são flores na vida em coliving, é necessário tomar alguns cuidados na hora de adquirir seu apartamento. O que realmente você está comprando? O que está incluído? Como é feito o controle do uso das áreas comuns? Quais são os horários e como esse uso pode ser feito? É importante ficar de olho no contrato de compra e venda e de aluguel para ter certeza absoluta de pelo o quê você está pagando.
Além disso, não se esqueça que escolher morar em um condomínio com áreas em coliving não pode ser motivado somente pela economia nas contas e pela vantagem de morar em uma localização melhor por um preço mais baixo, pois a sua convivência com os outros moradores será bem mais intensa do que em um condomínio tradicional, portanto, viver em um ambiente colaborativo deve ser uma das suas prioridades.
O coliving está se tornando muito popular nas grandes cidades, pois, graças ao trânsito, localização virou a palavra-chave na hora de escolher onde morar. Assim como o trabalho, o lazer, a comunicação e tudo mais em nossas vidas tem sido repensado, vale a pena repensar também a moradia e achar aquela que melhor se adapta ao seu estilo de vida e da sua família.
