Muitas pessoas deixam para tirar férias durante este período do ano para viajar com a família ou ficar com os filhos durante as férias escolares. Isso não é diferente no condomínio. O dilema das coberturas de férias aparece e fica a questão: o que fazer? Funcionários terceirizados são substituídos pela própria empresa contratada, mas e os funcionários próprios do condomínio? São substituídos pelo síndico?
Algumas funções podem ser desempenhadas com a realocação de outros funcionários ou a contratação de temporários, mas o que fazer caso o síndico queira desempenhar a função durante as férias do funcionário?
Nesse caso, existem alguns fatores a serem considerados. Primeiro: quem fará essa contratação? O síndico decidirá contratar a si mesmo? Se sim, isso configura conflito de interesses e pode gerar um desconforto entre os condôminos que não concordarem com a decisão.
Segundo: essa função será devidamente remunerada durante o período em que o síndico a estará desempenhando? É essencial entender que, caso o síndico for fazer algum trabalho dentro do condomínio que não seja seu cargo, essa contratação deve ser feita oficialmente, inclusive com o pagamento do devido salário e impostos trabalhistas.
Portanto, caso seja da vontade dos condôminos contratar o síndico para outra função e for pago os valores correspondentes, não há nada que proíba que o síndico cubra as férias de algum funcionário, contanto que ele seja devidamente contratado para isso. Todavia, pode-se haver um mal-estar caso esse síndico não desempenhe bem a sua nova função, pois quem irá demiti-lo?
Talvez seja melhor evitar qualquer tipo de mal-entendido ou contradição, já que o síndico é figura de autoridade e respeito dentro do condomínio, assim como, seu responsável legal. O ideal é ter um plano já definido para a cobertura de férias dos funcionários e garantir que os substitutos temporários sejam devidamente capacitados para o cargo, já que as festas de fim de ano costumam trazer bastante movimentação para o condomínio e não pode-se correr o risco de falhas em setores primordiais, como a segurança.
